O câncer de pênis corresponde a 2% dos casos de tumores malignos que afligem os homens. É uma patologia drástica porque, sem assistência médica em tempo hábil, o órgão tem que ser amputado. Segundo a Sociedade Brasileira de Urulogia, o Brasil apresenta uma das maiores incidências do mundo. Estimativas de 2008 mostram que são diagnosticados cerca de três mil casos por ano, que levam a mil amputações, com mais frequência em São Paulo (24%), na Região Nordeste (Ceará, com 12%;. Maranhão, 10%) e Rio de Janeiro (11%). Uma causa são os maus hábitos de higiene dos homens, geralmente de menor renda.
O câncer de pênis e a sua prevenção foram colocados em pauta na Câmara dos Deputados pelo deputado Jovair Arantes (PTB-GO). No dia 9 de março ele apresentou o Projeto de Lei nº 6.922/10, que determina ao Sistema Único de Saúde (SUS) a realização obrigatória da avaliação médica de crianças até sete anos de idade para o diagnóstico da fimose, a prestação do serviço de postectomia (retirada do excesso de prepúcio, a pele que cobre a cabeça do pênis) em caso de indicação médica e o desenvolvimento pelo Poder Público de estratégias de ampliação da prevenção, da assistência médica e da pesquisa relativas à doença.
O tumor se desenvolve preferencialmente em homens de baixa renda, não circuncidados (que não fizeram a retirada do prepúcio), de cor branca e que não procuram assistência médica especializada logo ao notar o surgimento das primeiras feridas. Segundo dados do SUS, 81,62% dos casos ocorrem em homens acima de 46 anos de idade.
A prevenção, diz Jovair Arantes, está sob o controle do próprio homem: ele precisa receber informações e ser educado a ter cuidados higiênicos, usar preservativos nas relações sexuais para evitar doenças como HPV e realizar a cirurgia de fimose. Para o autor do projeto, o SUS tem que dar cobertura preventiva para que o câncer de pênis recue no Brasil e até deixe de fazer parte das patologias masculinas. Essa, com o agravante da amputação do pênis.
Edição: Juaceli Júnior
Fonte: Acessepiaui
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