30/07 (09h04) - Atualizado em: 30/07 (09h04)
Polícia de Minas indicia Bruno e mais oito por sequestro e morte de Eliza
Bruno feve cabelo raspado para fugir de DNA
A Polícia Civil de Minas Gerais entrega hoje ao Ministério Público o inquérito em que indicia Bruno Fernandes, ex-goleiro do Flamengo, pelos crimes de homicídio, seqüestro, cárcere privado, ocultação de cadáver, formação de quadrilha e corrupção de menores. Instaurado para apurar o desaparecimento de Eliza Samudio, ex-amante de Bruno, o inquérito de 1.600 páginas e três anexos inclui ainda o indiciamento de mais sete pessoas pelos mesmos seis crimes de que Bruno é acusado. O delegado Edson Moreira, que comandou as investigações, também indiciou o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, por homicídio qualificado, formação de quadrilha e ocultação de cadáver.
O inquérito concluiu que Eliza foi seqüestrada em 4 de junho e mantida em cárcere privado, durante cinco dias, por Luiz Henrique Ferreira Romão, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza e Sérgio Rosa Sales. Os quatro, segundo a polícia, também se envolveram no transporte dela até a casa onde foi assassinada pelo ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, em 9 de junho.
Ainda de acordo com o inquérito, em diferentes momentos a mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues do Carmo, e uma amante dele, Fernanda Gomes de Castro, cuidaram do filho de Eliza e, supostamente, de Bruno.
Bruno, que está preso em Contagem, pediu que lhe raspassem a cabeça e que queimassem o cabelo na sua frente, nesta semana, para garantir que não fosse usado em um exame de DNA. Ele se recusou a fornecer qualquer material para o teste. Segundo a Secretaria estadual de Defesa Social, os outros seis homens suspeitos de participação no seqüestro e morte de Eliza também tiveram a cabeça raspada.
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