A atividade agropecuária no Estado vai se desenvolver agora a passos de gigante, e a tendência é de que a retomada dos negócios no setor ultrapasse índices nunca vistos nessa área. A opinião é do diretor da Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi), José Antônio Filho, ao apontar aumento de 125% no preço do bezerro no Extremo Sul do Estado. Isso ocorre num momento em que a campanha de vacinação contra a febre aftosa ultrapassa os 90% do rebanho bovino e bubalino do Piauí.
Na região, antes do desenvolvimento sistemático das campanhas de vacinação contra a febre aftosa, o bezerro era comercializado ao preço de R$ 200 a unidade. Com as últimas etapas da vacinação e os índices que alcançam até 92 por cento do rebanho, a atividade voltou a ser atrativa para os empresários do setor e a criação de gado assume sua posição de vanguarda na economia do Piauí. Hoje em Corrente o bezerro de 6 meses chega a ser comercializado em até R$ 350.
Para o diretor da Adapi, José Antônio Filho, essa tendência é de crescimento ao confirmar para os próximos meses a realização de auditoria completa do setor, por técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Esse trabalho será realizado no fim de semana atingindo grande parte das instalações físicas da Adapi, da capital e do interior.
O processo de visita dos técnicos auditores é aleatório, conforme José Antônio Filho: os técnicos podem concentrar suas visitas nas instalações da Adapi da capital e visitas a escritórios regionais ao longo de todo o Estado, recolhendo dados e informações para subsidiar a elaboração do relatório. Esse documento final é que vai determinar a decisão da auditoria dos técnicos para retirar o rebanho do Piauí da situação de risco desconhecido para a febre aftosa.
É o coroamento de uma atividade que começou ainda no primeiro ano do Governo Wellington Dias, quando as campanhas para vacinação do rebanho passaram a ser sistematizadas e executadas em dois períodos anuais (maio e novembro) com o fim de atingir o rebanho que hoje está consolidado, segundo dados da Adapi, num total de 1.638 mil.
Saindo da posição de risco desconhecido, o Piauí passa a ter condições de realizar exposições e feiras agropecuárias com a participação de outros Estados brasileiros. No Nordeste, apenas o Piauí, Ceará e Paraíba trabalham contra a situação de risco desconhecido para a febre aftosa.
Para o diretor José Antônio Filho, a auditoria não verá apenas o quesito vacina, mas está certo de que nos demais verá um quadro totalmente reformulado com a existência de escritórios técnicos capacitados com pessoal preparado para qualquer eventualidade.
Fonte: CCOM
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