11/03 (15h40) - Atualizado em: 11/03 (15h40)

Projeto Rede Escola Viva será implantado em escola estadual

A diretora de Ensino e Aprendizagem da Secretaria de Educação do Estado do Piauí (Seduc), Viviane Fernandes Farias, recebeu, nessa quarta-feira (10), coordenadores do Ponto de Cultura Hip Hop do bairro Parque Piauí, zona Sul de Teresina. Eles mostraram o Projeto Rede Escola Viva (que visa proporcionar atividades culturais para alunos de escolas públicas, como grafite, dança de rua, discotecagem, estúdio, montagem de computadores, edição de vídeo e áudio), para ser estendido para cerca de 10 escolas de tempo integral da Seduc.

O projeto foi aprovado pelo Ministério da Cultura (MEC) e vai ser desenvolvido, inicialmente, numa escola do bairro Dirceu Arcoverde, zona Sudeste. “É uma proposta muito boa. É a possibilidade de trabalhar as questões culturais e as diversidades dentro da sala de aula. É um espaço importante para todas as manifestações e expressões dos alunos nesta parte da cultura. As escolas que podem receber o projeto já contam com laboratório de informática e sala multimídia. A ideia é aproveitar estes ambientes”, disse Viviane Farias.

De acordo com a diretora, com a aprovação da proposta, o projeto deve seguir todos os trâmites para a realização de um convênio, sendo possível a execução somente no próximo semestre.

Questão ideológica - O grupo se autodenomina de Hip Hop Organizado, que juridicamente é a Associação Piauiense de Hip Hop. Atualmente, eles atuam nas cidades de Teresina, União, Barras, Picos e Floriano. De acordo com Gil BV, um dos coordenadores do grupo, a entidade faz trabalhos educacionais voltados para o hip hop, cultura afro, cultura de raiz, buscando o resgate da juventude. Em Teresina, destaca-se o trabalho realizado num antigo vagão de trem, que fica localizado na Avenida Marechal Castelo Branco, centro de Teresina. O vagão foi cedido aos haps por um período de 10 anos.

O Governo do Estado, através da Agência de Tecnologia da Informação (ATI), está equipado com computadores, internet etc. “A partir de agosto, vamos iniciar cursos de montagem e manutenção de computadores e grafite”, diz BV. “O que queremos é catalogar todas as manifestações artísticas e culturais que funcionam dentro das escolas ou pelos alunos das escolas e oferecer uma tutoria intelectual, ideológica e técnica. Vamos montar um centro de referência através de um kit multimídia. Então, se alguém tem uma banda e quer gravar um CD, nós vamos oferecer estrutura para ele publicar, fazer um site, desenvolver o trabalho. Ou seja, pegar uma coisa que já está acontecendo e botar para acontecer mais forte ainda”, finaliza Patrício Oliveira, professor e um dos coordenadores do Projeto.

Edição: Juaceli Júnior
Fonte: CCOM

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