Nem Estado mínimo, nem máximo!
Nunca velejamos à margem das ideologias, razão pela qual, o meu barco também evita as águas minadas da lógica capitalista – o mercado é tudo!
Se para os liberais o direito à propriedade privada sob os auspícios de um individualismo desmedido, destruidor das forças da Natureza e usurpador de toda e qualquer ética humanista, são suas bandeiras intocáveis, por outro lado, os marxistas, ortodoxamente, também pecam, ao confundir ou deixar-se confundir, quando pregam o fim da propriedade privadas dos meios de produção. Não se pode fazer de um desejo uma profissão de fé, afinal, a propriedade tem raízes históricas e, como tudo que é construído historicamente, não chegará ao fim por decreto, ou mesmo pela implantação de um governo. No nosso entendimento, capitalistas e socialistas cometem erros semelhantes, como se diz: com sinais trocados, pois enquanto, o primeiro se apega cegamente ao chamado direito de propriedade, a ponto de esquecer que milhões de desvalidos desse mesmo direito perambulam pelo mundo, levando todo o sistema capitalista aos caos! Vivemos uma sociedade na qual uns poucos vomitam para poder comer mais, enquanto cifras cada vez maiores de seres humanos mendigam nos lixões das grandes e mesmo das pequenas cidades! É o império de individualismo exarcebado!
Por seu turno, os asseclas do pensamento marxista no afã de construir o que denominaram de sociedade socialista dos meios de produção, tendo por base um estado controlador de todas as forças da sociedade, defendem políticas estatizantes que acabam por se sobrepor a toda e qualquer iniciativa individual, mesmo no campo da criatividade intelectual. Neste caso, o Estado que se propõe a salvaguardar os interesses coletivos, termina por se transformar numa força que castra a sociedade, pois chega a substituí-la nas mínimas coisas!
Por essa razões, concluo: nem estado máximo, a controlar tudo, inclusive a vida individual das pessoas, nem mínimo, a abandonar completamente os interesses coletivos em nome de um mercado autoregulador impraticável!
O paradoxo: 2010, o mundo se encanta com o Soccer Cyte. 2010, família sem teto em São João do Piauí!
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16/08/2010 (19h06)
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