O Dia Internacional da Mulher teve um significado mais especial este ano para a arqueóloga Niède Guidon, agraciada na tarde dessa segunda-feira (8) com o troféu Tejucupapo - Mulher Nordeste VinteUm 2009, da revista Nordeste VinteUm. A entrega do prêmio foi realizada no Salão Azul do Palácio de Karnak pelo governador Wellington Dias.
A revista está na sétima edição, mas esta é a primeira edição do prêmio e a escolha do nome foi realizada pela editoria de forma unânime, segundo o editor-chefe, Francisco Bezerra. Não é a primeira vez que o periódico faz referência aos estudos realizados pela professora Niède na Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato, e este é um reconhecimento ao trabalho primoroso dedicado a ela. “Só a partir da próxima edição faremos uma eleição, mas este primeiro troféu é especial. Alguém que faz este tipo de pesquisa e preserva tal patrimônio, certamente o faz pela humanidade", declarou o editor.
O nome do prêmio faz referência à Batalha de Tejucupapo, também conhecida como Batalha das Trincheiras, ocorrida em Pernambuco, em 24 de abril de 1646, na qual mulheres de um lugarejo, armadas de utensílios agrícolas e armas leves expulsaram cerca de 600 invasores holandeses.
O governador Wellington Dias elogiou a iniciativa da revista ressaltando que por muito tempo basicamente dois estados (Rio de Janeiro e São Paulo) centralizaram todos os grandes canais de comunicação. “O Nordeste acabou ficando em uma via de mão única, só recebendo, sem dar nossa versão do que está acontecendo. Por isso, me alegra muito ter um instrumento feito no Nordeste e que ganha espaço em outras regiões do Brasil”, destacou.
Wellington acrescentou que a arqueóloga é responsável por divulgar as riquezas que tem o Piauí para o resto do mundo.
Para a homenageada, o trabalho desenvolvido é fruto de um trabalho em equipe e que nada mais é que um resultado de pesquisas aprimoradas sobre uma região com riquezas absolutamente extraordinárias. Quando começou as pesquisas, em 1973, ela lembra das dificuldades, sobretudo da pobreza da região e a escassez de água. “Nossa parte, como pesquisadora, tem também um encargo social muito grande e o resultado é o Parque Nacional, que procuramos atualizar a cada dois anos. Aquele lugar tem um potencial fantástico”, definiu Niède Guidon.
Edição: Juaceli Júnior
Fonte: CCOM
Seja o primeiro a comentar
29/07/2010 (17h28)
29/07/2010 (17h01)
27/07/2010 (23h49)
27/07/2010 (17h16)
23/07/2010 (16h25)
23/07/2010 (16h20)
23/07/2010 (16h17)
23/07/2010 (16h12)
23/07/2010 (15h56)
23/07/2010 (15h44)