03/12 (17h54) - Atualizado em: 03/12 (17h54)
Morro e não me acostumo
Fico indignada com a comodidade dos teresinenses em relação ao trânsito de Teresina, acho que em qualquer outro lugar essa aberração já seria motivo para protestos e mais protestos. Ontem passei quase uma hora apenas para sair de um trecho da rua Coelho de Resende em direção à Frei Serafim, por volta das 18h00. Detalhe: não tinha ao menos um guarda da STRANS para tentar amenizar o transtorno.
E assim a mesma cena se repete para centena de teresinenses, que acabam achando que o problema já faz da parte da rotina da cidade. Agora temos que nos habituar a sair mais cedo de casa para não chegar atrasado no trabalho ou então fazer horas extras no emprego, sem direito à remuneração, para não passar por todo esse estresse. E já pensou se todo mundo resolver fazer a mesma coisa, o congestionamento vai ser o mesmo.
Onde estão os nossos vereadores que não colocam na pauta a discussão de soluções para esse problema. Será que cansaram de bater na mesma tecla e não dar jeito. Mas alguém tem que fazer alguma coisa, não dá para ficar calado.
Não concebo ter que arriscar a minha vida todos os dias, desviando de carros, ônibus e motos, gastar mais com combustível, sem falar em ter que agüentar esse calor insuportável, porque nem ao menos posso fazer como os ricos que costumar ligar o ar-condicionado do carro, sem falar naqueles que não tem ao menos um carro com ar-condicionado.
Também acho inadimissível que um partido como o PSDB não tenha pensado em soluções que pelo menos amenizassem esse trânsito caótico, mesmo administrando por mais de 20 anos o poder municipal. A nossa cidade ainda parece provinciana, quase não vemos pontes, viadutos, túneis ou outras medidas que visem respeitar o nosso direito de cidadão. Eu me recuso a conceber essa falha como normal e aceitável e ainda me pergunto qual o será o nosso futuro nos próximos anos: espero que não seja a cadeira de um psicólogo para tentar resolver os transtornos mentais provocados pelo trânsito de Teresina.
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