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OPERAÇÃO SATÉLITES

Polícia Federal cumpre mandados no Palácio de Karnak e secretaria no Piauí

a operação Satélites e cumpre 19 mandados de buscas e apreensões em empresas, no Palácio de Karnak e Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra).

25/09/2019 09h29Atualizado há 3 meses
Por: Portal suldopiaui.com.br
Fonte: cidadeverde.com
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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (25) a operação Satélites e cumpre 19 mandados de buscas e apreensões em empresas, no Palácio de Karnak e Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra). 

Até agora a Polícia Federal não divulgou se houve prisões. As buscas no Palácio de Karnak, no Centro de Teresina, já foram concluídas, mas os agentes continuam na Seinfra, no Centro de Administrativo, bairro São Pedro, zona Sul da capital. O primeiro andar da Secretaria está parado e os funcionários nos corredores aguardando o cumprimento da Polícia (veja detalhes atualizadas abaixo).  

Equipes estão no local desde às 6h. A operação faz parte da segunda fase da operação Topique que investiga crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraude em licitação que teriam sido praticados por gestores públicos da Secretaria de Educação do Estado do Piauí (Seduc) e por empresários contratados para prestação do  serviço de transporte escolar.

A operação conta com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal (MPF). Cerca de 80 policiais federais e 10 auditores da CGU dão cumprimento a 19 mandados de busca e apreensão, sendo 18 em Teresina e um em Luís Correia, expedidos pela 3ª Vara da Seção Judiciária Federal em Teresina. 

Para a operação foi determinado o bloqueio de bens imóveis e de ativos financeiros dos principais envolvidos.

Policiais federais também cumprem ordens judiciais também Centro Administrativo, na zona Sul de Teresina. No local, o alvo é a Secretaria da Infraestrutura do Estado do Piauí (Seinfra). 

De acordo com a PF, a investigação apontou que empresários do setor de locação de veículos e agentes públicos atuariam em conluio para fraudar licitações e celebrar contratos de transporte escolar com sobrepreço. Os serviços seriam prestados com superfaturamento mínimo de 40%, causando prejuízo a recursos do Fundeb e do Programa Nacional de Transporte Escolar (Pnate). 

“Somente nos contratos celebrados a partir de dois processos licitatórios fraudados, cálculos da CGU demonstram o desvio de pelo menos R$ 50 milhões”, informou a nota da PF.

Os inquéritos policiais- instaurados a partir dos documentos apreendidos na primeira fase da operação Topique- teriam revelado ainda o pagamento de vantagens indevidas a servidores públicos lotados em cargos estratégicos da Seduc.

“De acordo com as investigações, o pagamento de propinas ocorre pela entrega de valores em espécie e pela transferência gratuita de veículos e imóveis. Enquanto muitos estudantes são transportados em condições precárias, os envolvidos ostentam bens móveis e imóveis de luxo”, informou a PF. 

O nome da operação Satélites faz referência ao fato dos cargos comissionados girarem em torno do poder administrativo da Seduc.

A Coordenadoria de Comunicação Social do Estado (CCOM), que disse que vai se pronunciar através de nota, em breve.

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