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Piauí antecipa transição do b-r-o bró para período de chuvas, diz meteorologista

As chuvas foram antecipadas com a chegada de massas de ar frio

24/10/2019 11h12Atualizado há 4 semanas
Por: Portal suldopiaui.com.br
Fonte: G1
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Segundo Sônia Feitosa, as chuvas foram antecipadas com a chegada de massas de ar frio. Chuvas em Teresina têm acontecido com fortes rajadas de ventos e trovoadas
Catarina Costa/G1 PI
A meteorologista Sônia Feitosa, da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado (Semar), informou que o Piauí, neste mês de outubro, já antecipa o momento de transição do b-r-o bró (expressão em referência às últimas letras dos últimos meses do ano, quando o estado registra as temperaturas mais altas) para o período chuvoso. Segundo ela, as chuvas foram antecipadas com a chegada de massas de ar frio.
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Nas últimas semanas, os piauienses se surpreenderam com temporais em um período onde, segundo a meteorologista, normalmente há pouca chuva. A meteorologia indica que há previsão de chuva para os próximos dias em algumas regiões do estado.
“As chuvas foram antecipadas, pois o estado está no período de transição. As massas de ar frias estão chegando e tem previsão de mais chuvas para a região centro-norte, incluindo Teresina. Haverá ocorrência de ventos fortes nas regiões sudeste e sul do estado”, diz.
A meteorologista informou que uma frente fria que chegou na Bahia trouxe mudança de tempo e a massa de ar seco que está sobre o estado começa a se desfazer, propiciando a chegada de ventos mais frios. Isso gera ventos e fortes pancadas de chuva ao Piauí e Maranhão, como a que aconteceu na última terça-feira (22), em Teresina.
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Arquivo Pessoal/Denilson Santos
“As altas temperaturas conjugadas à umidade que chegou à Bahia, e está vindo para o Piauí, resulta nessa instabilidade no tempo, além do nível da atmosfera mais elevado. Isso tudo faz com que ocorra a tempestade com ventos, trovoadas e relâmpagos”, explica a especialista.
A meteorologista afirma ainda que alguns impactos ambientais podem influenciar nessa instabilidade do tempo.
“Não tem como precisar se essas chuvas no período mais seco do estado são decorrentes da interferência do homem na natureza, mas, certamente, quando analisamos a longo prazo, vemos as mudanças climáticas interferirem no curso habitual do tempo”, ressalta.

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