Denuncia

Mulher denuncia que foi amarrada nua em árvore e torturada em cárcere privado

A vítima de 38 anos, relatou que foi torturada, estuprada pelo marido e viveu momentos de terror.

20/12/2019 22h04Atualizado há 2 semanas
Por: Tâmara
Fonte: Cidade Verde
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Foto:Youtube
Foto:Youtube

Uma professora de 38 anos denunciou a Polícia Civil do Piauí que foi mantida em cárcere privado por oito dias dentro da própria residência no município de Altos (a 37 km de Teresina, capital do Piauí). 

Uma professora de 38 anos denunciou a Polícia Civil do Piauí que foi mantida em cárcere privado por oito dias dentro da própria residência no município de Altos (a 37 km de Teresina, capital do Piauí). 

A vítima de iniciais E.S.M.A, 38 anos, relatou que foi torturada, estuprada pelo marido e viveu momentos de  terror. A Polícia apreendeu um vídeo que mostra a vítima de joelho, nua, amarrada em uma árvore, e o agressor jogando gasolina no corpo dela ameaçando atear fogo. Dois celulares foram apreendidos do contabilista Marcos Emílio Alcides de Araújo, 38 anos, marido da vítima e principal suspeito.

O irmão da vítima, Ernandes Sousa Monteiro, informou que o contabilista passou a torturar a irmã por não aceitar o fim do relacionamento e  desconfiar de mensagens no aparelho celular. 

"Ele deixava ela presa no quarto e só saia se fosse com ele, cortou parte do cabelo dela com faca e ameaçava de morte. Durante esse período ela foi torturada, agredida, chegou a filmar uma ameaça de atear fogo nela. São cenas de horror, de terrorismo", disse o irmão.

A vítima e o contabilista são casados há 20 anos e tem um filho maior de idade. 

Em depoimento, a mulher contou que só era autorizada a sair com ele e não era para avisar a família da violência.

Ernandes Monteiro disse que a família tomou conhecimento do crime quando o pai foi visitá-la e no descuido do agressor, ela avisou que estava sendo mantida em cárcere privado. "Ela disse: me tire daqui, me salve, ele vai me matar".

O pai foi até a delegacia da cidade e denunciou o contabilista. Ele foi preso em flagrante, mas na audiência de custódia foi liberado com medida protetiva  de não se aproximar da vítima. 

O delegado Tomaz Aquino, que preside o inquérito, disse que terá 30 dias para investigar as denúncias e terá toda cautela. 

"Vamos ouvir testemunhas, determinamos perícia nos dois celulares do suspeito e nas imagens apreendidas. São denúncias graves e já adotamos medidas para manter a integridade da vítima", disse o delegado.

Com medo do marido, a professora e o filho de 20 anos saíram do estado do Piauí. O delegado disse que o suspeito não tem passagem pela Polícia e nem a vítima tinha boletim de ocorrência contra ele.

O portal Cidadeverde.com tentou falar com a defesa do suspeito, mas não conseguiu. O espaço fica aberto para esclarecimentos.   A Polícia apreendeu um vídeo que mostra a vítima de joelho, nua, amarrada em uma árvore, e o agressor jogando gasolina no corpo dela ameaçando atear fogo. Dois celulares foram apreendidos do contabilista Marcos Emílio Alcides de Araújo, 38 anos, marido da vítima e principal suspeito.

O irmão da vítima, Ernandes Sousa Monteiro, informou que o contabilista passou a torturar a irmã por não aceitar o fim do relacionamento e  desconfiar de mensagens no aparelho celular. 

"Ele deixava ela presa no quarto e só saia se fosse com ele, cortou parte do cabelo dela com faca e ameaçava de morte. Durante esse período ela foi torturada, agredida, chegou a filmar uma ameaça de atear fogo nela. São cenas de horror, de terrorismo", disse o irmão.

A vítima e o contabilista são casados há 20 anos e tem um filho maior de idade. 

Em depoimento, a mulher contou que só era autorizada a sair com ele e não era para avisar a família da violência.

Ernandes Monteiro disse que a família tomou conhecimento do crime quando o pai foi visitá-la e no descuido do agressor, ela avisou que estava sendo mantida em cárcere privado. "Ela disse: me tire daqui, me salve, ele vai me matar".

O pai foi até a delegacia da cidade e denunciou o contabilista. Ele foi preso em flagrante, mas na audiência de custódia foi liberado com medida protetiva  de não se aproximar da vítima. 

O delegado Tomaz Aquino, que preside o inquérito, disse que terá 30 dias para investigar as denúncias e terá toda cautela. 

"Vamos ouvir testemunhas, determinamos perícia nos dois celulares do suspeito e nas imagens apreendidas. São denúncias graves e já adotamos medidas para manter a integridade da vítima", disse o delegado.

Com medo do marido, a professora e o filho de 20 anos saíram do estado do Piauí. O delegado disse que o suspeito não tem passagem pela Polícia e nem a vítima tinha boletim de ocorrência contra ele.

O portal cidadeverde.com tentou falar com a defesa do suspeito, mas não conseguiu. O espaço fica aberto para esclarecimentos.