Quarentena

Impacto financeiro aumenta, e país fica dividido em relação à quarentena

Levantamento do Paraná Pesquisas mostra que 49,9% apoiam isolamento social, enquanto 45,5% são contra; 38,1% dizem que foram muito atingidos economicamente

09/05/2020 08h23
Por: Portal suldopiaui.com.br
Fonte: Veja
744

Enquanto caminha rapidamente rumo à marca dos 10.000 mortos por Covid-19, o Brasil vive uma quarentena em descompasso, como mostra a reportagem de capa de VEJA desta semana. A discórdia sobre o isolamento social, que opõe o presidente a boa parte dos governadores, fez do país um campeão mundial de bagunça no enfrentamento da doença e o colocou em uma encruzilhada na qual nem as atividades econômicas funcionam, nem o avanço do novo coronavírus é combatido corretamente. A polarização política da pandemia, como mostrpopulação: os brasileiros estão divididos ao meio sobre manter o isolamento social independentemente do impacto na economia – a esmagadora maioria da população disse ter sido afetada financeiramente  pela crise. 

Por meio de questionários online entre os dias 5 e 8 de maio, o levantamento consultou 2.200 pessoas com 16 anos ou mais, nos 26 estados e no Distrito Federal, sobre se elas manteriam o isolamento social pelo tempo que fosse preciso para “achatar” a curva de contágio, conforme prega a Organização Mundial de Saúde (OMS), a despeito dos  impactos econômicos da medida: 49,9% responderam que sim e 45,5% responderam que não. Outros 4,5% não souberam ou não opinaram. 

Embora os brasileiros favoráveis à quarentena ainda sejam maioria – mesmo considerada a margem de erro, de dois pontos percentuais –, a diferença em relação aos contrários vem diminuindo. No levantamento feito em abril, 53,2% defendiam o isolamento social enquanto 42,7% diziam o oposto. Enquanto a adesão à quarentena cai, governadores passam a decretar ou estudar impor o lockdown, conjunto de medidas mais duras de isolamento.

 Na pesquisa mais recente, 44,6% dos homens e 54,7% das mulheres se disseram a favor do isolamento. Entre aqueles que defendem a quarentena, os maiores índices foram atingidos entre pessoas com 60 anos ou mais (61,6%), os que têm o ensino fundamental completo (52,3%), os que estão fora da população economicamente ativa (57%) e os moradores das regiões Norte e Centro-Oeste (53,8%) 

Na posição contrária ao isolamento, os maiores índices registrados estão na faixa etária entre 25 e 34 anos (52,1%), os que estudaram até o ensino médio (48,7%), os integrantes da população economicamente ativa (49,6%) e os moradores da região Sul (48,3%).