Economia brasileira

Economia brasileira vai encolher 7,4% em 2020, prevê banco dos EUA

Goldman Sachs aponta que recessão causada pela pandemia do novo coronavírus será agravada pelos crescentes riscos políticos e fiscais

19/05/2020 17h13
Por: Portal suldopiaui.com.br
Fonte: R7
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O Goldman Sachs revisou a projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil— soma de todos bens e serviços produzido no País — em 2020 e espera contração de 7,4% este ano. A estimativa anterior era de queda de 3,4%.

Os crescentes riscos políticos e fiscais agravam a recessão no País causada pela pandemia do novo coronavírus, alerta relatório do banco americano nesta terça-feira (19). Para 2021, a estimativa é de crescimento de 4% do PIB brasileiro.O Goldman Sachs ressalta logo no início do relatório que o Brasil se transformou nas últimas semanas em um dos epicentros globais de novas infecções do coronavírus, que já está levando as medidas de distanciamento social a se manterem por tempo maior que o inicialmente esperado e ainda a serem intensificadas em algumas partes. "Neste estágio, não está claro quando a curva do coronavírus vai atingir seu pico."

Para as maiores economias da região, recuperar os estragos causados pela pandemia na atividade neste primeiro semestre pode demorar mais de 10 trimestres, estima o Goldman. O PIB do Brasil deve encolher 14,2% no primeiro semestre, para se recuperar 7,7% no segundo.

No Brasil, além da crise do coronavírus, o Goldman observa que há o aumento dos ruídos políticos e dos riscos fiscais, que contribuem para agravar ainda mais o quadro recessivo.

Nos indicadores fiscais, o banco americano projeta rombo primário acima de 11% do PIB este ano e a relação dívida/PIB batendo em 92% em dezembro. O déficit fiscal deve bater em 15% do PIB, nível recorde.

"No geral, esperamos que a incerteza política e econômica permaneça alta, o que provavelmente aumentará o ônus econômico e social da pandemia e prejudicará a recuperação da atividade", completa o banco.

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