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Governador destaca desafios e importância da integração no Nordeste para reduzir desmatamento

O governador e presidente do Consórcio Nordeste, Wellington Dias participou, nesta sexta-feira (16), do Webinar da Região Nordeste, da série de webinares […]

16/07/2021 12h41 Atualizada há 3 semanas
Por: Portal suldopiaui.com.br Fonte: Secom Piauí

O governador e presidente do Consórcio Nordeste, Wellington Dias participou, nesta sexta-feira (16), do Webinar da Região Nordeste, da série de webinares sobre o Relatório Anual do Desmatamento 2020 do MapBiomas Alerta (RAD2020). O documento apresenta um panorama consolidado sobre os alertas de desmatamento detectados em todos os biomas brasileiros ao longo do ano de 2020, a avaliação do grau de regularidade do desmatamento e uma estimativa do total de desmatamento com evidências de ilegalidade, além de um panorama das ações realizadas pelos órgãos de controle ambiental e do setor privado para controlar e combater o desmatamento ilegal.

De acordo com o relatório, a região Nordeste é responsável por 25% do desmatamento no Brasil. Em toda a região Nordeste, houve um aumento de 143% de desmatamento. O MapBiomas identificou 10.687 alertas de desmatamento em 2020, o equivalente a uma área de 352.000 ha. Isso representa, em relação a 2019, um aumento de 243% de alertas e 184% de área desmatada. Dos estados do Nordeste que mais desmataram, o Maranhão lidera o ranking, seguido da Bahia e Piauí.

No geral, todos os estados da federação tiveram alertas de desmatamento detectados em 2020. O Piauí aparece em 18º lugar no ranking, com 98.782ha de área desmatada. O Estado do Pará lidera o ranking do desmatamento com 33% do número de eventos e 26,44% da área desmatada no país, seguido do Mato Grosso com 5% dos eventos e 12,86% da área total desmatada. No terceiro lugar, figura o Maranhão que dobrou a área desmatada, saltando da 6ª para a 3ª posição dos que mais desmataram em 2020, com 12,08% da área desmatada no país.

No webinar da região Nordeste, Wellington Dias discursou sobre a importância de atuar de forma integrada para a redução do desmatamento no Nordeste e Brasil. “Temos um grande desafio, uma vez que temos, por parte do próprio poder central, uma política que contraria os tratados estabelecidos pelo Brasil, que é signatário do Acordo de Paris, das metas para 2030 e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Os nove estados nordestinos celebraram uma Carta do Clima dos governadores do Nordeste e outra dos governadores do Brasil, reafirmando o compromisso com o meio ambiente. Precisamos trabalhar de forma integrada para cuidar dos seis biomas e estruturar um política de sustentabilidade. Queremos desenvolvimento, mas com o equilíbrio necessário para a saúde e qualidade de vida do ser humano”, disse.

Durante o evento online, as instituições convidadas tiveram a oportunidade de falar sobre as ações realizadas em cada estado. Representando o Piauí, a secretária de Estado do Meio Ambiente, Sádia Castro, apresentou ações de preservação, combate ao desmatamento e recuperação de áreas degradadas. “Um dos focos da política de turismo de governo é o alinhamento entre turismo e meio ambiente. Temos aprovada a Lei de Monetização dos Ativos Ambientais, que chamamos aqui de Ativos Verdes e está em fase de implementação. Temos três unidades de conservação estaduais e estamos preparando um projeto piloto no Parque Estadual Cânion do Poti, que será transformado em uma unidade de conservação, mas também um polo de formação para o turismo. Com relação ao desmatamento, temos intensificado as fiscalizações desde 2019 nas regiões do Cerrado e Matopiba. Lançamos em junho o SIGA, o Sistema Integrado de Gestão Ambiental, que conterá, a partir de agosto todos os dados de fiscalização. A mais recente ação foi a preparação de uma minuta de protocolo de transferência escalonada de animais exóticos do Zoobotânico de Teresina, seguindo a tendência mundial de extinguir espaços com animais presos”, pontuou a gestora.

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