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de quem é a culpa?

Picos tem 363 casos de dengue confirmados em 2019, segundo Sesapi

O número de casos confirmados de dengue aumentou 313% em relação ao mesmo período do ano passado

02/09/2019 20h50
Por: Portal suldopiaui.com.br
Fonte: o dia
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Segundo boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (2) pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi), o número de casos confirmados de dengue aumentou 313% em relação ao mesmo período do ano passado. Até o momento, 5.432 casos foram confirmados no estado. Em 2018, foram 1.315 ocorrências da doença. O boletim leva em consideração as notificações das doenças entre o 1º de janeiro a 24 de agosto de 2019.

De acordo com o boletim, 166 municípios piauienses tiveram notificação da doença, com Teresina liderando o ranking com maior número de casos prováveis, incluídos os casos inconclusivos, ignorados/brancos, dengue, dengue com sinais de alarme e dengue grave. Somente na capital, foram 3.668 notificações até o momento. Segundo lugar está o município de Picos (363), seguido de Uruçuí (167), Bom Jesus (140) e Simplício Mendes (126).

Os cinco municípios com maior número de casos prováveis nas últimas quatro semanas epidemiológicas são: Teresina (34), Bom Princípio do Piauí (23), Caraúbas do Piauí (18), Picos (18) e Jacobina do Piauí (12). Até o momento duas mortes causadas por dengue foram confirmadas no estado, sendo uma em Bom Jesus e uma em Teresina.

Vale lembrar que existem quatro tipos de vírus de dengue (sorotipos 1, 2, 3 e 4). Cada pessoa pode ter os 4 sorotipos da doença, mas a infecção por um sorotipo gera imunidade permanente para ele. Entre os principais sintomas da dengue são: febre alta, acima de 38.5ºC; dores musculares intensas; dor ao movimentar os olhos; mal estar; falta de apetite; dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo.

Zika e Chikungunya

Os casos de Zika e Chikungunya também apresentaram um aumento em relação ao ano de 2018, ambas também são transmitidas através da picada do mosquito Aedes Aegypti. O vírus Zika foi responsável pela notificação de 43 casos prováveis no estado, um aumento de 48,3% em relação ao mesmo período do ano passado, quando 29 casos foram notificados. 

Segundo o Ministério da Saúde, todos os sexos e faixas etárias são igualmente suscetíveis ao vírus Zika, porém mulheres grávidas e pessoas mais velhas têm maiores riscos de desenvolver complicações da doença. Esses riscos aumentam quando a pessoa tem alguma doença crônica, como diabetes e hipertensão, mesmo tratada. Entre os principais sintomas da doença estão: “vermelhão” em todo o corpo com muita “coceira” depois de alguns dias; febre baixa, muitas vezes não sentida; conjuntivite (olho vermelho) sem secreção; dores musculares e dor de cabeça; dor nas juntas.

Já em relação ao vírus Chikungunya, 44 municípios piauienses tiveram um notificações, um total de 842 no período. O número representa um aumento de 61%. Entre os municípios, com maior número de casos prováveis notificados de Chikungunya estão: Teresina (531), Picos (168),  Parnaíba (51), Campo Grande do Piauí (11) e  Luís Correia (09).

O Ministério da Saúde alerta que todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis ao vírus Chikungunya, porém as pessoas mais velhas têm maior risco de desenvolver a dor articular (nas juntas) crônica e outras complicações que podem levar à morte. Assim com o Zika vírus, o risco de gravidade e morte aumenta quando a pessoa tem alguma doença crônica, como diabetes e hipertensão, mesmo tratada.

Os principais sintomas da chikungunya são febre, dores intensas nas juntas, em geral bilaterais (joelho esquerdo e direito, pulso direito e esquerdo, etc), pele e olhos avermelhados, dores pelo corpo, dor de cabeça, náuseas e vômitos. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas. Normalmente, os sintomas aparecem de dois a 12 dias da picada do mosquito, período conhecido como incubação. Depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida.

Sesapi cinvestiga cinco casos de Febre do Nilo Ocidental no Piauí

Em relação a Febre do Nilo Ocidental, infecção viral causada pela picada de mosquito, cinco casos estão sendo investigados no Piauí. De janeiro a junho deste ano, 58 supostos casos da doença foram investigados, sendo que, destes, 44 foram descartados por meio de exames laboratoriais.

Em julho, a Sesapi já havia confirmado a primeira morte do Brasil causada pela doença neuroinvasora. A paciente, uma idosa residente em Piripiri, morreu com quadro agudo e fulminante de encefalite. O caso foi notificado em 2017, mas os laudos conclusivos da morte da paciente só foram liberados este ano. Até o momento o estado já confirmou três casos da doença.

Desde a confirmação do primeiro caso de doença neuroinvasiva pelo vírus da febre do Nilo Ocidental, em 2014, a SESAPI recomendou a investigação laboratorial de todos os casos agudos de encefalite, mielite, encefalomielite, meningite asséptica e polirradiculoneurite sem causa conhecida que ocorressem no estado. Os únicos municípios piauienses com casos confirmados até o momento são: Aroeiras do Itaim (um caso), Picos (um caso) e Piripiri (um caso).

Segundo a Sesapi, a ampla investigação procedida no estado colaborou com as modificações no protocolo para diagnóstico laboratorial da doença no laboratório de referência nacional, o Instituto Evandro Chagas. Estas modificações favoreceram uma maior agilidade na conclusão laboratorial das investigações. Dos 58 casos suspeitos notificados no primeiro semestre de 2019, apenas cinco permanecem com exames laboratoriais sob análise. 

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